Projeto de piscicultura garante renda de R$15 mil para comunidades ribeirinhas

O acompanhamento técnico da Ufopa transformou o Projeto de Apoio à Piscicultura em uma oportunidade de produção de conhecimento científico. Um novo modelo de tanque e novas técnicas de alimentação adequadas à temperatura da água são parte das inovações que fazem do Peixe Novo um modelo inovador, sustentável, rentável e de fácil assimilação. A primeira venda, que ocorrerá na segunda quinzena de novembro, proporcionará, para cada uma das seis famílias que participam do Peixe Novo, cerca de R$ 15 mil. Os tanques são mantidos em lagos do Rio Trombetas por famílias das comunidades Tarumã, Bacabal e Acapuzinho.

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Pesquisadores da Ufopa fazem a biometria dos peixes

ORIXIMINÁ – Mais peixe em menos tempo. Esse é o resultado obtido por famílias de três comunidades ribeirinhas deste município, na região Oeste do Pará, que participam do Projeto de Apoio à Piscicultura (Peixe Novo), mantido pela Mineração Rio do Norte (MRN).

Visita realizada no último dia 27, pela equipe da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que dá suporte técnico ao programa, constatou que a maioria dos tambaquis, criados em tanques há um ano e três meses, já estão com um quilo e meio.

A primeira venda, que ocorrerá na segunda quinzena de novembro, proporcionará, para cada uma das seis famílias que participam do Peixe Novo, cerca de R$ 15 mil. Os tanques são mantidos em lagos do Rio Trombetas por famílias das comunidades Tarumã, Bacabal e Acapuzinho. Parte dos peixes provenientes da primeira despesca será comercializada no distrito industrial de Porto Trombetas, sede da MRN.

O acompanhamento técnico da Ufopa transformou o Projeto de Apoio à Piscicultura em uma oportunidade de produção de conhecimento científico. Um novo modelo de tanque e novas técnicas de alimentação adequadas à temperatura da água são parte das inovações que fazem do Peixe Novo um modelo inovador, sustentável, rentável e de fácil assimilação.

“É gratificante constatar que o conhecimento produzido já está beneficiando as famílias que participam do projeto. Com as técnicas introduzidas pelos pesquisadores da Ufopa, o retorno do investimento é mais rápido, ou seja, o peixe cresce em menos tempo”, destaca Genilda Cunha, analista de Relações Comunitárias da MRN, responsável pelo acompanhamento do Projeto de Apoio à Piscicultura.

Na comunidade Bacabal, os pesquisadores da Ufopa realizaram a biometria dos peixes, retiraram amostras de tecido e coletaram informações sobre os hábitos alimentares dos tambaquis. Todas essas atividades são feitas periodicamente, com acompanhamento da MRN e envolvimento direto das famílias que participam do Peixe Novo.

“Nossa expectativa é que neste primeiro ciclo, 50% dos alevinos adquiridos e entregue às famílias alcancem de 1,5 kg a 2 kg. Toda a produção já foi negociada pelas famílias”, afirma o professor Domingos Diniz, responsável pela parceira da Ufopa com a MRN e diretor do campus de Oriximiná.

O Projeto de Apoio à Piscicultura (Peixe Novo) é parte do Programa de Educação Socioambiental (PES), desenvolvido pela MRN em atendimento a condicionantes estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). (Ascom/MRN)

 

 

 

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