Projeto da Defesa mapeia o chamado vazio cartográfico da Amazônia

O vazio cartográfico corresponde a 35% do território amazônico e abrange áreas de floresta e de fronteira, nos estados do Amapá, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima. O mapeamento geológico está sendo feito com apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), enquanto a cartografia terrestre ficou com o Exército e a Força Aérea e a náutica ou fluvial, com a Marinha. O projeto recebeu um investimento de R$ 333 milhões da União. A meta é produzir 41 cartas terrestres, náuticas e geológicas da Amazônia até 2018.

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As áreas em verde e azul onde estão sendo feito o mapeamento

MANAUS –  Até 2008, uma área de um milhão e oitocentos mil quilômetros quadrados da Amazônia Brasileira não contava com informações cartográficas terrestres.

Mas, por meio de um projeto em andamento do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, 72% desse chamado vazio cartográfico já foi mapeado.

Antes desse trabalho, um outro projeto, o Radambrasil fez, na década de 70, um levantamento de parte da Amazônia, porém em escala menor e sem tecnologia adequada.

O vazio cartográfico corresponde a 35% do território amazônico e abrange áreas de floresta e de fronteira, nos estados do Amapá, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima.

A Marinha cuida das áreas fluviais

Segundo o gerente do centro regional de Manaus do Censipam, Bruno da Gama Monteiro, o mapeamento geológico está sendo feito com apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), enquanto a cartografia terrestre ficou com o Exército e a Força Aérea e a náutica ou fluvial, com a Marinha.

“Na cartografia terrestre são feitos aerolevantamentos, utilizando tecnologia de radar por conta da alta densidade de nuvens da região amazônica. No caso da cartografia fluvial, a Marinha do Brasil nos cedeu um navio e quatro aviões hidrográficos. Ela faz uma atualização permanente das cartas náuticas. Os navios estão na Amazônia e em operação. E a cartografia geológica faz o mapeamento geológico também com aeronaves”, esclareceu Monteiro.

O Exército e a Aeronáutica apoiam o trabalho no meio da floresta

Os rios navegáveis da região estão sendo mapeados com foco na segurança do transporte de cargas e de pessoas. Bruno Monteiro citou outras aplicações que a nova cartografia da Amazônia vai permitir.

“Em se tratando da cartografia terrestre, temos uma maior possibilidade de planejamento pelos órgãos que atuam na região e pelas empresas para construção de projetos de infraestrutura, rodovias, ferrovias e, se for o caso, de gasodutos e hidrelétricas. A demarcação de todas as áreas, como áreas indígenas, vai facilitar a demarcação dos assentamentos e também o levantamento de nossas riquezas minerais por meio da cartografia geológica.”

O projeto recebeu um investimento de R$ 333 milhões da União. A meta é produzir 41 cartas terrestres, náuticas e geológicas da Amazônia até 2018. (EBC)

 

 

 

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