Pontes quebradas interrompem tráfego entre Alenquer e Monte Alegre na PA-254

A primeira delas fica na comunidade Tropical, quebrada há mais de um ano e a outra fica no km 45 da rodovia. O transporte de cargas e passageiros entre os dois municípios ficou difícil e complicado. Dois desvios foram feitos por dentro de igarapés para amenizar a situação, mas com chuvas fortes o nível da água sobe rapidamente interrompendo o trânsito de veículos.

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O tráfego de veículos entre os municípios de Alenquer e Monte Alegre na rodovia PA-254 está interrompido devido a quebra de duas pontes de madeira.

A primeira delas fica na comunidade Tropical, quebrada há mais de um ano e a outra fica no km 45 da rodovia. O transporte de cargas e passageiros entre os dois municípios ficou difícil e complicado. Dois desvios foram feitos por dentro de igarapés para amenizar a situação, mas com chuvas fortes o nível da água sobe rapidamente interrompendo o trânsito de veículos.

As pessoas que precisam viajar entre as duas cidades enfrentam um verdadeiro martírio. A viagem, que normalmente leva quatro horas, agora com as pontes quebradas é feita em até oito horas. No primeiro trecho o ônibus leva os passageiros até a comunidade Tropical onde eles são obrigados a descer para o veículo passar pelo primeiro desvio por dentro do igarapé. No outro trecho, até a segunda ponte do km 45, lá os passageiros descem novamente, só que desta vez carregando suas bagagens e fazem baldeação para outro veículo que os aguarda do outro lado da ponte quebrada.

 

PERIGO Para o agricultor Francinaldo Maciel, morador da comunidade Tropical, a situação é de desrespeito e omissão das autoridades estaduais e municipais. Ele e seus filhos se expõem ao perigo todos os dias se equilibrando nas vigas para atravessar a ponte.

E relata também que um motociclista, que não conhecia o problema, caiu na ponte e sofreu vários ferimentos. “À noite a situação é ainda mais perigosa já que não existe iluminação artificial e nem placas avisando que as pontes estão quebradas, colocando em risco a vida das pessoas que dependem da estrada para se locomover de um município ao outro”, enfatiza.

Para a dona de casa Maria de Assunção, de 68 anos, com dificuldades de locomoção e fortes dores nas pernas, a vida ficou muito mais difícil, há vários dias ela não sai de casa e nem vai a cidade fazer compras com medo de cair em uma das pontes, “nosso único transporte é uma carroça de boi, que nunca mais foi utilizada, diante da situação da ponte”, diz ela, acrescentando que para receber sua aposentadoria ela é obrigada a entregar o seu cartão e senha para um vizinho fazer o saque na cidade. “Eu queria eu mesmo ir no banco pegar meu dinheiro, mas eu tenho medo de cair na ponte”, lamenta a aposentada.

 

REBOQUE Quem também reclama muito, são os proprietários de ônibus, com as chuvas fortes os veículos ficam atolados, por horas aguardando socorro. Em muitos só com correntes amarradas aos pneus, os veículos superam os atoleiros. E, quase sempre motoristas e passageiros ficam na estrada esperando pelo reboque do veículo. Sem falar dos custos com peças de reposição e manutenção que aumentaram bastante, encarecendo ainda mais as passagens.

SETRAN A conservação de estradas e construção de pontes na PA-254 é de responsabilidade do 10º Núcleo Regional do Setran, com sede em Alenquer.

Segundo o engenheiro Otávio Lobato, da Setran, a licitação para a construção das duas pontes já foi feita. A ponte da comunidade Tropical será construída pela empresa Monte Alegre e do km 45, pela Cabano Engenharia. Ainda de acordo com o engenheiro os serviços de recuperação e construção devem ser iniciados na próxima semana.

 

 

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