Pesquisa rápida descobre origem da malária

No estudo, publicado na revista científica “Nature Communications”, pesquisadores do London School of Hygene and Tropical Medicine analisaram o DNA de mais de 700 parasitas causadores da malária de diferentes partes do mundo. Mesmo em lugares onde a malária tenha sido erradicada, uma epidemia pode ter início quando um viajante é infectado em outro país, retorna para casa e é picado por um mosquito – que pode, em sequência, espalhar o parasita para outras pessoas.

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Pesquisadores do London School of Hygene and Tropical Medicine analisaram o DNA de mais de 700 parasitas causadores da malária de diferentes partes do mundo.

NOVA YORK – Ao ler o “código de barras” de 23 variações na sequência de DNA de genes dos parasitas causadores da malária, cientistas britânicos podem agora determinar rapidamente de onde eles vêm.

A informação é útil ao combate de surtos locais, que seriam provocados por parasitas de outras partes do mundo, e tornaria possível a elaboração de um kit para testes que obterá tal informação a partir de uma gota de sangue seco em duas horas – tempo muito mais curto do que o necessário para sequenciar um genoma por inteiro.

No estudo, publicado na sexta-feira (13) na revista científica “Nature Communications”, pesquisadores do London School of Hygene and Tropical Medicine analisaram o DNA de mais de 700 parasitas causadores da malária de diferentes partes do mundo.

Para o Plasmodium falciparum - o tipo mais perigoso – os cientistas encontraram 23 mutações consistentes que os levaram a constatar, com 92% de precisão, se a linhagem era da África Ocidental, da África Oriental, do sudoeste asiático, da América do Sul ou do Pacífico Sul. Os estudiosos ainda esperam encontrar marcadores que distingam cepas da América Central, do Caribe, do sul da África e do subcontinente indiano.

Mesmo em lugares onde a malária tenha sido erradicada, uma epidemia pode ter início quando um viajante é infectado em outro país, retorna para casa e é picado por um mosquito – que pode, em sequência, espalhar o parasita para outras pessoas.

Michelle Hsiang, pesquisadora da malária na Universidade da Califórnia, em San Francisco, afirma que na região central da China, por exemplo, ocorreram surtos separados entre trabalhadores estrangeiros e outros que retornaram da África e do sudoeste asiático, o que preocupou os médicos quanto à influência destes casos em possíveis surtos locais.

O conhecimento da origem de uma linhagem pode indicar quem deve ser testado primeiro e alertar profissionais quanto a possíveis cepas resistentes a medicamentos; esse problema é agora propagado somente no sudoeste asiático.

Muitos times de pesquisadores, incluindo o de Hsiang, estão trabalhando em variações do estudo do time de Londres, com alguma esperança de indicar de qual país um caso é originado, ou até mesmo de qual ilha. (New York Times)

 

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