Pará perde R$ 1,6 bi com violência no trânsito

No primeiro semestre deste ano, o Estado perdeu R$ 1,64 bilhão em decorrência de acidentes graves. Esse é o impacto econômico provocado pela morte de 826 pessoas ao volante e os 744 casos de invalidez permanente, entre janeiro e junho de 2016. Os cálculos são com base em dados do DPVAT. As perdas econômicas do estado são quase duas vezes maiores que as despesas de saúde pública de Belém (R$ 980 milhões) e três vezes o montante de educação (R$ 462 milhões), em 2015. Se for mantida a frequência de acidentes e o número e vítimas neste semestre, o prejuízo pode superar toda a receita da capital no ano passado: cerca de R$ 2,7 bilhões.

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Esse é o impacto econômico provocado pela morte de 826 pessoas ao volante e os 744 casos de invalidez permanente.

BELÉM - A violência no trânsito custa muito caro ao Pará. No primeiro semestre deste ano, o Estado perdeu R$ 1,64 bilhão em decorrência de acidentes graves. Esse é o impacto econômico provocado pela morte de 826 pessoas ao volante e os 744 casos de invalidez permanente, entre janeiro e junho de 2016. Os cálculos são com base em dados do DPVAT.

A grande maioria das vítimas está em idade ativa e concentra-se na faixa etária de 18 a 64 anos. Ou seja, pertence a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade. O prejuízo econômico equivale ao que deixa de ser produzido ao longo da vida útil dos trabalhadores.

O total de perdas econômicas apurado no primeiro semestre é 10,45% inferior ao registrado no mesmo período de 2015, quando o estado perdeu R$ 1,83 bilhão com a violência no trânsito. Na comparação entre um semestre e outro, houve redução de 3,5% no número de mortes e de 17,07% nos casos de invalidez permanente. Com isso, o estado deixou de perder R$ 190 milhões relacionados a sua força produtiva.

As perdas econômicas do estado são quase duas vezes maiores que as despesas de saúde pública de Belém (R$ 980 milhões) e três vezes o montante de educação (R$ 462 milhões), em 2015. Se for mantida a frequência de acidentes e o número e vítimas neste semestre, o prejuízo pode superar toda a receita da capital no ano passado: cerca de R$ 2,7 bilhões.

BRASIL E REGIÃO NORTE O Brasil perdeu o equivalente R$ 74,85 bilhões no primeiro semestre do ano, por conta de acidentes com morte ou invalidez permanente. O cálculo faz parte de um levantamento do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros. A perda representa o impacto econômico decorrente dos 15.470 casos de invalidez permanente e a morte de 21.496 pessoas em decorrência de acidentes de trânsito.

No primeiro semestre de 2015, o país registrou 22.395 mortes e 27.224 casos de invalidez permanente por conta da violência no trânsito, que acarretaram um prejuízo de R$ 100,47 bilhões. Ou seja, de um ano para outro, houve redução de 4% e 43% nos casos de morte e invalidez permanente, respectivamente. Quanto à perda econômica, houve redução de 5,62% em relação ao primeiro semestre de 2015.

Pelo levantamento, a Região Norte perdeu R$ 4,49 bilhões, uma redução de 28,33% em relação ao primeiro semestre de 2015. No Pará, essa queda foi de apenas 10,45%, a menor entre os estados do Norte.

 

 

 

Roraima se destaca com redução da perda econômica de 64,51%. Este percentual representa o montante de R$ 440 milhões preservados de sua força de trabalho  por conta da redução do número de acidentes de trânsito, vítimas fatais e casos de invalidez permanente.

 

 

 

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