Governador discute com empresários dificuldades do setor madeireiro

Segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Pará (Aimex), o setor madeireiro se desenvolveu e melhorou as práticas ambientais, sendo um dos setores que geram emprego e renda alinhados à política estadual de verticalização da produção. O presidente da Aimex, Roberto Pupo, informou que, em 2007, o setor gerava 200 mil empregos; em 2015 esse número caiu para 50 mil postos de trabalho. A área de exportações também sofreu queda, saindo de US$ 800 milhões, em 2007, para US$ 140 milhões, em 2015.

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O encontro ocorreu no Palácio do Governo com o setor madeireiro

BELÉM – Representantes do setor madeireiro se reuniram com o governador Simão Jatene para falar sobre as dificuldades da indústria diante do cenário de crise econômica que o país atravessa.

Queda na exportação e na geração de emprego e dificuldades com órgãos fiscalizadores federais foram alguns dos temas apontados pelos empresários durante o encontro, que ocorreu no Palácio do Governo, esta semana.

Segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Pará (Aimex), o setor madeireiro se desenvolveu e melhorou as práticas ambientais, sendo um dos setores que geram emprego e renda alinhados à política estadual de verticalização da produção. Atualmente cerca de 70% das exportações são de produtos industrializados em território paraense.

O presidente da Aimex, Roberto Pupo, informou que, em 2007, o setor gerava 200 mil empregos; em 2015 esse número caiu para 50 mil postos de trabalho. A área de exportações também sofreu queda, saindo de US$ 800 milhões, em 2007, para US$ 140 milhões, em 2015.

“Estamos passando por uma crise muito grande”, destacou Roberto Pupo, que também apontou a fiscalização como um dos entraves do setor.

O presidente da Aimex, Roberto Pupo

A iniciativa foi aprovada pelo presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), José Conrado Santos. “Esperamos que seja fortalecido o diálogo com o governo federal no sentido de alinhar as práticas de controle regulatório no setor florestal, que é uma das indústrias mais estratégicas da economia paraense e que gera milhares de empregos no Estado”, avaliou o titular da Fiepa.

Para Simão Jatene, a economia florestal no Pará precisa ser compreendida dentro do contexto de sustentabilidade, e o empresariado, segundo ele, tem buscado melhorar as praticas de forma incansável. O governador também comentou sobre as iniciativas governamentais desenvolvidas com esta finalidade, como o macrozoneamento econômico ecológico e as áreas de proteção ambiental, bem como as concessões florestais.

“Essas ações, muitas vezes, não têm a importância reconhecida. Não se avalia o esforço que cada uma dessas coisas exigiu. O que queríamos enquanto Estado era nos credenciarmos perante o resto do Brasil e do mundo e dizer: se interessa para vocês o desenvolvimento sustentável, mais ainda para nós. Desafio que alguém tenha feito o que já fizemos para garantir o desenvolvimento sustentável da região”, reiterou o governador.

“Este histórico nos credencia para agora defendermos que o país compreenda que o Pará está desenvolvendo, em conjunto com boa parte do setor produtivo, uma lógica em que é possível produzir preservando e preservar produzindo. Vamos buscar o diálogo com o governo federal, de maneira ponderada, para garantir que, nesse momento de crise, a situação não fique ainda mais dramática para alguns setores”, disse Jatene. (Com informações da Secom)

 

 

 

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