Avião monomotor cai com 4 pessoas em assentamento próximo a Itaituba

Um avião monomotor, com 4 pessoas a bordo, caiu em uma área de assentamento entre os municípios de Trairão e Itaituba, no oeste do Pará. O monomotor Cessna, prefixo PT-JMQ, caiu a cerca de 400 metros da comunidade de Baixão Bonito, na chamada Vicinal da 15, área de assentamento Ipiranga. Por outro lado continua desaparecido o piloto de aviação civil Raimundo Almeida da Silva, o Alemão (foto), santareno que estava residindo em Boa Vista (RR) há anos e onde tinha negócios. Ontem, dia 23, completou 12 dias o sumiço dele. Alemão, de 58 anos, teria sido vítima de um acidente com a aeronave que pilotava, no dia 11, quando foi fazer um voo para uma região na Venezuela.

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Portal Jeso Carneiro

Os destroços da aeronave que caiu no assentamento

ITAITUBA – Um avião monomotor, com 4 pessoas a bordo, caiu em uma área de assentamento entre os municípios de Trairão e Itaituba, no oeste do Pará. A informação é do repórter Mauro Torres, de Itaituba.

O acidente ocorreu das 16h30 de ontem, 23.

O monomotor Cessna, prefixo PT-JMQ, caiu a cerca de 400 metros da comunidade de Baixão Bonito, na chamada Vicinal da 15, área de assentamento Ipiranga, que fica a 20 km da margem da estrada Transpimental.

Testemunhas informaram que o avião aparentou problemas no motor antes de fazer uma manobra por cima de uma serra e cair às margens da vicinal.

O objetivo do piloto seria supostamente fazer um pouso de emergência, mas teria obtido êxito.

O Cessna ficou parcialmente destruído. Dos 4 ocupantes, 3 saíram ilesos. O piloto teve ferimentos leves.

O delegado da Polícia Civil do Pará em Itaituba, João Milhomem, enviou 2 policiais ao local para iniciar um processo de investigação do caso.

 

Piloto santareno desaparece em voo para Venezuela

O piloto Alemão desaparecido há mais de 12 dias

BOA VISTA – Continua desaparecido o piloto de aviação civil Raimundo Almeida da Silva, o Alemão, santareno que estava residindo em Boa Vista (RR) há anos e onde tinha negócios. Nesta quinta-feira, 23, completou 12 dias o sumiço dele, segundo informações da Folha de Boa Vista.

De acordo com o jornal, Alemão, de 58 anos, teria sido vítima de um acidente com a aeronave que pilotava, no dia 11, quando foi fazer um voo para uma região na Venezuela.

No final de semana, uma das filhas do piloto, que é médica, casou em Santarém, num evento para cerca de 400 pessoas. O pai, com presença confirmada para o evento, não compareceu.

O jornal de Boa Vista apurou que Alemão prestava serviços para a empresa Paramazônia Táxi Aéreo, “a mesma que registrou dois acidentes com aviões em julho deste ano, mas já não pilotava para a empresa desde que ela teve a licença suspensa para voar”.

Confira a íntegra da reportagem da Folha de Boa Vista sobre o caso, assinada por João Barros:

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“Há aproximadamente 12 dias, um piloto conhecido como Alemão Silva, de 58 anos, está desaparecido. Ele teria sido vítima de um acidente com a aeronave que pilotava, no dia 11, quando foi fazer um voo para uma região na Venezuela. Somente na manhã dessa quarta-feira, 22, a família quebrou o silêncio sobre o caso. A Folha não conseguiu confirmar com a família a verdadeira identidade do piloto.

A cunhada dele disse que a família vive a aflição de não saber de forma concreta o que realmente aconteceu. “Nós estamos tão aflitos quanto a família dele, porque ninguém sabe de nada. Estamos aguardando. A gente já chorou, se desesperou porque ninguém dá sinal de nada. A última notícia que a gente teve foi a seguinte: sobrevoaram o local onde teria acontecido o acidente, mas ninguém diz nada. Não acharam nada e estamos nessa situação. Eu não posso confirmar nada”, disse.

O caso é mais misterioso ainda porque, desde o sumiço dele, a família não recebeu informações nem foi procurada pelos órgãos responsáveis pelas investigações ou apuração de acidentes aeronáuticos. “Parece mentira, mas realmente ninguém sabe de nada. A única coisa que temos certeza é de que ele está desaparecido. Também sei que a filha dele tentou entrar em contato com o Itamaraty, mas não sei dos detalhes”, ressaltou.

Sem uma resposta, resta o sentimento de revolta pela falta de informações e de esperança de que ele esteja vivo. “Minha irmã [com quem o piloto tem um filho] está revoltada porque ela acredita que as pessoas sabem, mas não querem dizer. Entregamos nas mãos de Deus. Estamos orando para que ele esteja vivo. É o pai do meu sobrinho. A gente sente muito porque ele é louco pelo filho. É estranho para todo mundo. É um negócio muito estranho”, frisou.

Segundo informações colhidas pela Folha, o piloto prestava serviços para a empresa Paramazônia Táxi Aéreo, a mesma que registrou dois acidentes com aviões em julho deste ano, mas já não pilotava para a empresa desde que ela teve a licença suspensa para voar.

No dia do desaparecimento, pilotos de aeronaves teriam informado em um grupo de mensagens instantâneas que o monomotor pilotado por “Alemão” teria batido em uma serra e explodido. A Folha tentou informações junto ao Centro de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e também junto à Força Aérea Brasileira (FAB) a fim de que confirmassem o acidente.

FORÇA AÉREA A Força Aérea Brasileira entrou em contato com a Folha, no começo da noite de ontem, para informar que continuava apurando o caso e que por esta razão ainda não teria uma resposta sobre o acidente, por isso, somente nesta quinta-feira, 23, emitiria uma nota oficial.

A assessoria de comunicação explicou que, o fato de depender de outros órgãos para ter informações seguras impossibilitou a emissão de um parecer dentro do prazo estabelecido pela equipe de reportagem para concluir a matéria sobre o caso.”

 

 

 

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