ARQMO responde em nota à MRN

A Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (Arqmo) enviou a redação da GAZETA DE SANTARÉM, nota explicativa sobre sua posição em resposta às colocações da Mineração Rio do Norte (MRN) sobre a invasão de terras quilombolas, denunciadas e que estariam sendo feitas pela empresa minerária, na região do rio Trombetas, onde ela mantém uma planta de exploração de bauxita, no município de Oriximiná.

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ORIXIMINÁ – Em resposta a nota divulgada pela empresa Mineração Rio do Norte nos dias 25 de setembro e 01 de outubro no site da GAZETA DE SANTARÉM, e na imprensa, a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (Arqmo) esclarece que:

1) O diálogo com a MRN se iniciou após a denúncia dos quilombolas ao Ministério Público Federal (MPF) que funcionários da empresa já estavam realizando atividades em suas terras, sem uma conversa prévia com as comunidades;

2) Em todas as conversas com a MRN a Arqmo tem colocado que nenhuma atividade, estudo ou consulta devem ser realizados antes da titulação das terras;

3) As reuniões que têm sido realizadas não configuram processo de consulta ou negociação, já que o foco tem sido somente informar as atividades da MRN e não garantir uma participação efetiva nas decisões;

4) Em nenhum momento, nem as comunidades nem a Arqmo deram autorização ou anuência para a realização de pesquisa ou extração de minérios em sua área.

5) A Arqmo frisa ainda que, no momento, seu objetivo é conseguir a titulação de suas terras e não a realização de consulta prévia.

Domingos Printes (Coordenador Financeiro da Arqmo)

Nilza Nira Melo de Souza (Coordenadora de Jovens e Mulheres da Arqmo)

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