Von inoperante com epidemia de dengue

Segundo os dados divulgados pela Sespa, ontem, dia 30, em seu 11° informe epidemiológico sobre a situação da dengue no Pará, Santarém é o município com maior número de casos notificados (2.358) e confirmados (851). Aumento de mais de 9.200% nos casos notificados e 8.500% nos confirmados, em relação a janeiro deste ano, quando Alexandre Von assumiu a Prefeitura de Santarém. Não se assuste os números percentuais estão corretíssimos!

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Alexandre Von, o prefeito da dengue

SANTARÉM – A Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vem se revelando um antro de incompetência e inanição no combate a epidemia de dengue que tomou conta de Santarém. Pelo sétimo mês seguido, desde a posse do prefeito Alexandre Von (PSDB), o município vem liderando as estatísticas do Estado no número de casos notificados e confirmados da doença. Os números mancham com nódoa de sangue a atual administração, mais ainda a secretária municipal de Saúde, Valdenira Cunha e o diretor da Divisa, João Alberto Coêlho. Mais grave, expõe a população santarena as graves consequências da doença que pode levar a morte. Aliás, o mesmo boletim, enfatiza que em relação às mortes provocadas pela doença, há confirmação de cinco óbitos por dengue – um em Rurópolis (Transamazônica) e dois em Oriximiná (no oeste paraense). O quarto, apesar de a vítima ser residente em Paragominas, faleceu em Garulhos (SP), e a quinta vítima morava em Medicilândia, mas morreu em Altamira – os dois últimos municípios da região do Xingu.

Secretária Valdenira Cunha, da Semsa

Segundo os dados divulgados pela Sespa, ontem, dia 30, em seu 11° informe epidemiológico sobre a situação da dengue no Pará, Santarém é o município com maior número de casos notificados (2.358) e confirmados (851). Aumento de mais de 9.200% nos casos notificados e 8.500% nos confirmados, em relação a janeiro deste ano, quando Von assumiu a Prefeitura de Santarém. Não se assuste os números percentuais estão corretíssimos!

Leia aqui o boletim divulgado pela Sespa.

Se comparado com o número de casos divulgados em junho, eles também são assombrosos. Aumento de 129,6% nos casos notificados e 107,31% nos casos confirmados.

EVOLUÇÃO Parece que os dados mostrados a cada 15 dias pela Sespa não foram suficientes para servir de alerta para as autoridades que cuidam do controle da doença na cidade.

Neste período ainda de chuvas aumenta o risco de contrair dengue, e por isso faltou um alerta maior à população sobre os cuidados necessários para prevenir a doença, trabalho necessário e preventivo. Ações simples como a retirada de objetos que possam acumular água nos quintais, de folhas e outros materiais, além da limpeza de calhas, para evitar água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

A evolução dos casos de dengue em Santarém, segundo os dados oficiais da Sespa são didáticos e foram desprezados completamente pela Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa), que cuida do controle da doença.

Em janeiro Santarém tinha apenas 26 notificações e 10 confirmações da doença. Em fevereiro, os números subiram para 139 notificações e 64 confirmações. Um aumento de quase 440% nas notificações e 540% no número de confirmações.

No primeiro boletim de março os números atingiram 223 notificações e 91 casos confirmados, um novo aumento agora de mais 70% nas notificações e 45%, respectivamente.

Ainda no final de março o sinal vermelho da epidemia acendeu e em apenas 15 dias, dados da Sespa novamente mostraram aumentos, no número de notificações de 150% e de casos na ordem de 130%. Em abril, maio, junho e julho a escalada da doença, já transformada em epidemia, não foi diferente, dispararam os números de casos notificados que atingiram 2.358 e casos confirmados que alcançaram 851.

Ou seja, de janeiro a julho houve uma explosão de notificações de 26 para 2.358 e de casos que passaram de 10 para 851. Aumentos de mais de 9.200% nas notificações e de 8.500% no número de casos confirmados. Uma epidemia da doença e que não quer ser observada pelas autoridades.

Veja o quadro da evolução da doença abaixo.

CASOS DE DENGUE EM SANTARÉM

MÊS

NOTIFICADOS

CONFIRMADOS

JANEIRO

26

10

FEVEREIRO

139

64

MARÇO (5)

223

91

               (18)

568

207

ABRIL (17)

1.162

467

MAIO (3)

1.408

640

            (16)

1.567

719

JUNHO (16)

1.819

793

JULHO (30)

2.358

851

Fonte: Sespa

A Sespa garante que continua auxiliando os municípios no combate à dengue no Estado, principalmente nas regiões sul e sudeste. A secretaria trabalha na mobilização nos hospitais regionais e municipais, entidades e com toda a sociedade. Com o apoio dos Centros Regionais de Saúde, a Secretaria também auxilia os municípios na elaboração do plano de trabalho para a prevenção da doença.

Porém, todo este empenho tem esbarrado no fraco desempenho da Divisa, que cuida do combate à doença em Santarém.

AÇÕES PREVENTIVAS A Sespa ainda ajuda os municípios com insumos e inseticidas para o controle do mosquito transmissor. As principais ações desenvolvidas são o bloqueio imediato da transmissão, nas localidades ou bairros que notificam casos; atividades de educação e comunicação, visando sensibilizar a população para o problema; articulação com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, para melhorar a coleta e destinação adequada do lixo, e manutenção das atividades de rotina no combate ao mosquito transmissor.

Como prevenir a dengue.

A Sespa continua reiterando os cuidados necessários para prevenir a doença, como a retirada de objetos que possam acumular água nos quintais, de folhas e outros materiais, além da limpeza de calhas, para evitar água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

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