Prefeito e ex-prefeito de Almeirim acusados de desviar R$ 7,8 milhões em verbas federais

Segundo a denúncia entre 2009 e 2011 o atual prefeito José Botelho dos Santos realizou saques das contas da prefeitura na quantia de R$ 5.557.396,00, com o auxílio dos denunciados Devanil Brazão Araújo, ex-secretário de Fazenda, e Ademir Vicente, ex-representante da Construtora Jerfran. Na gestão do ex-prefeito Hage Neto, entre 2007 e 2008, foram desviados R$ 2.311.139,00, com auxílio dos denunciados Ivan Martins da Silva, secretário de Agricultura à época, Thomaz da Silva Santos, secretário especial de controle interno, e Maria Madalena Campos e Silva Rabelo, assessora contábil.

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O atual prefeito José Botelho dos Santos, segundo o MPF, desviou mais de R$ 5,5 milhões

BELÉM –  O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o prefeito de Almeirim, José Botelho dos Santos, e o ex-prefeito do município Gandor Calil Hage Neto. Ambos vão responder pelo crime de responsabilidade por desviar verbas federais em proveito próprio.

Foram desviados cerca de R$ 7,8 milhões de verbas federais, por meio de saques em espécie sem a efetiva contraprestação em serviços ou produtos, de acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O município de Almeirim recebeu recursos públicos no valor de R$ 134.434.910,59 entre 2007 e 2011.

Segundo a denúncia do procurador regional da República Alexandre Espinosa, no período de janeiro de 2009 a novembro de 2011 o atual prefeito José Botelho dos Santos realizou saques das contas da prefeitura na quantia de R$ 5.557.396,00, com o auxílio dos denunciados Devanil Brazão Araújo, ex-secretário de Fazenda, e Ademir Vicente, ex-representante da Construtora Jerfran.

Por sua vez, o ex-prefeito Gandor Hage, segundo o MPF, embolsou R$ 2,3 milhões em verbas federais

Na gestão do ex-prefeito Hage Neto, no período de agosto de 2007 a dezembro de 2008, foram desviados R$ 2.311.139,00, com auxílio dos denunciados Ivan Martins da Silva, secretário de Agricultura à época, Thomaz da Silva Santos, secretário especial de controle interno, e Maria Madalena Campos e Silva Rabelo, assessora contábil.

O MPF pede a devolução aos cofres públicos dos valores desviados e aguarda recebimento da denúncia pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Se condenados, os acusados poderão cumprir pena de até 12 anos de reclusão. A condenação definitiva acarretará ainda a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação. (Com informações do MPF)

 

 

 

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