Legislativo quer Cosanpa fora de Santarém, prefeito Von não concorda

Tal qual o dilema vivido pelos moradores de Santarém com a falta de água nas torneiras da Cosanpa, os chefes dos Poderes Legislativo e Executivo, vereador Reginaldo Campos e o prefeito Alexandre Von, vivem o dilema sobre a permanência da empresa de saneamento na cidade. A empresa detém a concessão do serviço de abastecimento de água e esgoto, no município de Santarém há mais de 30 anos. O que fica claro, no entanto é que, enquanto as autoridades se debatem no dilema da permanência ou não da Cosanpa na cidade, quem vem há mais de 30 anos sofrendo com o péssimo serviço da empresa é a população, pior, sem qualquer perspectiva de solução imediata e permanente ao seu drama.

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Reginaldo Campos disse que a Cosanpa é uma empresa que costuma “viver às custas das migalhas do Governo do Pará".

SANTARÉM – Tal qual o dilema vivido pelos moradores de Santarém com a falta de água nas torneiras da Cosanpa, os chefes dos Poderes Legislativo e Executivo, vereador Reginaldo Campos e o prefeito Alexandre Von, vivem o dilema sobre a permanência da empresa de saneamento na cidade. A empresa detém a concessão do serviço de abastecimento de água e esgoto, no município de Santarém há mais de 30 anos.

Reginaldo disse que a Cosanpa é uma empresa que costuma “viver às custas das migalhas do Governo do Pará, não se preocupa com a arrecadação e por isso não tem condições de fazer investimentos, expansão da rede de saneamento e abastecimento. E ressaltou, “ela precisa buscar eficiência e qualidade. Isso nós estamos cobrando da Cosanpa. Caso ela não faça, vamos cobrar o rompimento”.

Alexandre Von, por seu lado discorda, defendeu o referido contrato, justificando que a falta de eficiência no abastecimento de água em Santarém é um drama histórico. No entanto, disse que com os investimentos que o Estado e a União estão fazendo vão servir para melhorar o sistema como um todo e com isso, o setor busca uma efetiva solução no abastecimento e na ampliação dos serviços aos bairros que atualmente são atendidos precariamente.

Nesta quinta, dia 19, Reginaldo Campos, em reunião convocada pelo Ministério Público Estadual, através da promotora Maria Raimunda da Silva Tavares, com a participação da Prefeitura de Santarém e da sociedade civil organizada, disse que a Cosanpa não tem dado as respostas previstas no convênio assinado.

“Nossa posição é exigir o cumprimento das cláusulas. Caso contrário, a Câmara defende o rompimento do convênio e a busca de outras alternativas, até mesmo a possibilidade de uma empresa público-privada para resolver o problema de abastecimento de água e saneamento básico de Santarém”, disse.

O vereador considera que a empresa tem possibilidade de triplicar o número de ligações de água na cidade, que hoje chega a pouco mais de 35 mil.

“Esse número pode triplicar e se for eficiente na cobrança e educação dos seus consumidores, certamente ela poderá fazer investimentos”, alertou, ao acrescentar que está cobrando também mais autonomia da Cosanpa local que em tudo depende de Belém. Para ele, a Câmara está se sentindo obrigada a fazer isso, diante do fato de que a Cosanpa não está dando as respostas que a população de Santarém precisa.

Com essa reunião que envolve diversos segmentos, de acordo com o prefeito, buscam-se formas de manter o contrato que há entre a Cosanpa e o Município de Santarém, no sentido de ganhar sobrevida, possibilitando a concessionária implementar ações e investimentos que efetivamente melhorem a qualidade do serviço prestado  ao município de Santarém.

Alexandre Von demonstra clara defesa pela manutenção do contrato com a Cosanpa

O prefeito defende que haja comprometimentos de todos os atores para que ações institucionais sejam feitas, de fato, a fim de beneficiar a população com melhor serviço de abastecimento de água no município. Alexandre Von também disse que as ações efetivas exigem tempo e recursos, embora a Cosanpa já esteja monopolizando o serviço de abastecimento de água e esgoto em Santarém há mais de 30 anos.

Segundo o prefeito no momento em que estiver assinado o contrato de investimentos apoiado pela União e pelo Estado, efetivamente implementado e a maioria desses projetos realizados, a população será melhor atendida.

Alexandre Von, demonstrando clara defesa pela manutenção do contrato com a Cosanpa, lembrou que e o prazo para a efetivação do referido contrato é até 2017. Além disso, segundo ele, é ruim quando esses contratos são interrompidos por falta de repasses de recursos que dificultam ainda mais a conclusão das obras.

Alexandre Von declarou que tem feito esforço permanente de contato e de cobrança junto a diretoria da Cosanpa para que os investimentos, efetivamente, sejam concretizados. “Só assim, a população terá um atendimento com qualidade superior no que diz respeito ao abastecimento de água em Santarém”, concluiu.

O que fica claro, no entanto é que, enquanto as autoridades se debatem no dilema da permanência ou não da Cosanpa na cidade, quem vem há mais de 30 anos sofrendo com o péssimo serviço da empresa é a população, pior, sem qualquer perspectiva de solução imediata e permanente ao seu drama. (Com informações da Ascom da Câmara Municipal)

 

 

 

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