Aviação regional terá subsídio de R$ 1 bi

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, estimou em R$ 1 bilhão o valor que os subsídios poderão somar no primeiro ano do programa de aviação regional, que busca reformar aeroportos de cidades do interior e leva o acesso ao transporte aéreo a um raio de até 100 quilômetros de 95% da população. O ministro não detalhou quando o programa da aviação regional será efetivado. O programa prevê investimentos de R$ 7 bilhões para atender uma rede de mais de 270 aeroportos regionais.

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O ministro Moreira Franco, da SAC.

RIO  – O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco defendeu na quarta, dia 6, em evento realizado no Rio de Janeiro pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), os subsídios para o programa da aviação regional.

O ministro estimou em R$ 1 bilhão o valor que os subsídios poderão somar no primeiro ano do programa de aviação regional, que busca reformar aeroportos de cidades do interior e leva o acesso ao transporte aéreo a um raio de até 100 quilômetros de 95% da população.

Embora o ministro tenha iniciado o discurso avisando que evitaria fazer um balanço sobre o setor aéreo para não caracterizar campanha eleitoral, Moreira Franco afirmou que sempre foi um defensor do subsídio para o setor aéreo na aviação regional como forma de estimular o desenvolvimento.

O ministro não detalhou quando o programa da aviação regional será efetivado. O programa prevê investimentos de R$ 7 bilhões para atender uma rede de mais de 270 aeroportos regionais.

DESONERAÇÃO Franco afirmou ainda que o preço do combustível e a carga tributária são fatores que atrapalham a competitividade das companhias aéreas brasileiras.

Segundo ele, as políticas que vêm sendo implementadas de 2011 para cá buscam tornar o setor mais forte. E defendeu a desoneração de PIS/Confins e ICMS para as empresas de aviação civil brasileiras.

“Com relação ao preço do combustível, é um problema que teremos que enfrentar. Depende da Petrobras. O primeiro é a composição de preço do combustível para a aviação que a Petrobras pratica. Precisamos ter uma conversa com ela para que os preços praticados tenham correlação com o praticado no mercado internacional”, afirmou.

Sobre os impostos que incidem sobre a aviação doméstica, afirmou que o mais grave é a cobrança de ICMS. “Nos voos internacionais não se paga nenhum dos tributos, o que provoca distorção terrível para o passageiro brasileiro”, explicou Franco.

As empresas também discutiram custos e, em carta aos candidatos à presidência, demandou a revisão da forma de precificar o combustível aeronáutico, ampliação da capacidade aeroportuária, investimento em formação e aprimoramento de mão de obra, redução de burocracia e diálogo permanente com o governo federal. (Valor)

 

 

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