Mortos no ‘Capitão Ribeiro” sobe para 21

Passou para 21 o número de pessoas mortas no naufrágio da embarcação Capitão Ribeiro, que aconteceu no último dia 23, no rio Xingu. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), as equipes que trabalham nas buscas das vítimas encontraram ontem mais 2 corpos, que computados aos 9 encontrados logo cedo, fez o número de vítimas subir para 21. Outras 23 pessoas foram resgatadas com vida e cinco estão desaparecidas. Os corpos estão sendo levados para o ginásio municipal de Porto de Moz, onde os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fazem o trabalho de identificação, seguido de reconhecimento por parte dos familiares para a liberação.

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Coronel Augusto Lima, do Corpo de Bombeiros, no comando das buscas

PORTO DE MOZ - Passou para 21 o número de pessoas mortas no naufrágio da embarcação Capitão Ribeiro, que aconteceu no último dia 23, no rio Xingu.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), as equipes que trabalham nas buscas das vítimas encontraram ontem mais 2 corpos, que computados aos 9 encontrados logo cedo, fez o número de vítimas subir para 21. Outras 23 pessoas foram resgatadas com vida e cinco estão desaparecidas.

Os corpos estão sendo levados para o ginásio municipal de Porto de Moz, onde os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fazem o trabalho de identificação, seguido de reconhecimento por parte dos familiares para a liberação.

O navio naufragou em uma região conhecida como Ponte Grande do Xingu, localizada entre os municípios de Senador José Porfírio e Porto de Moz. A embarcação saiu de Santarém com destino a Vitória do Xingu.

Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), a embarcação não estava legalizada junto à agência e fazia o transporte de passageiros de forma clandestina. A embarcação Capitão Ribeiro, com capacidade para 95 passageiros, passava por Porto de Moz toda terça-feira, com destino a Vitória do Xingu. A 25 milhas de distância, entre os municípios de Porto de Moz e Senador José Porfírio, a embarcação naufragou.

“Como se trata de um desastre, quem assume a parte operacional é a Defesa Civil, que é composta por militares do Corpo de Bombeiros. Assim que recebemos a notícia sobre o naufrágio, às 7h30 de terça-feira (22), enviamos equipes de Altamira para Porto de Moz, que acabou sendo a base da operação pela proximidade com o local onde ocorreu o acidente. Foi a partir do relato desse militares que o trabalho começou a ser tocado”, explica o coronel Augusto Lima, subcomandante do Corpo de Bombeiros.

Os mortos já identificados são Luciana Pires, 28 anos; Neiva Romano, 18; Maria Duarte, 57; Aurilene Sampaio, 36; Lucivalda Marques Oliveira, 41; Roseane dos Santos Leite, 25; W.L.O., 56, de Santarém; Orismar Miranda, 61, e  S.H.S.S (1 ano), oriundos da cidade de Altamira. O CPC liberou os corpos com a expedição da declaração de óbito para os familiares. O corpo de um homem, conhecido como Sebastião, a décima vítima, ainda aguarda o reconhecimento oficial da família.

Até a tarde de ontem, o acidente já contabilizava 21 mortos e 16 desaparecidos. “Eu falei com ele pela última vez por volta das 17 h, momentos antes dele embarcar”, contou a pescadora Belaia Pereira, 26 anos, que havia acabado de reconhecer o corpo do irmão, Leomir Pereira, 29 anos, levado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar. Ele morreu junto com a filha, Letícia Pereira, de 4 anos. Leomir saiu de Porto de Moz com destino a Vitória de Xingu para fazer exames médicos.

 

 

 

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