Encerradas buscas no naufrágio do ‘Capitão Ribeiro’; 23 mortos e 29 sobreviventes

As buscas por desaparecidos no rio Xingu, após o naufrágio da embarcação “Capitão Ribeiro”, foram encerradas contabilizando 29 sobreviventes e 23 mortos. Agora os trabalhos seguem para a etapa de rescaldo da operação e continuará o trabalho de investigação. No início da tarde foi confirmado mais um sobrevivente, Israel da Silva Souza. Após o naufrágio, ele seguiu para Vitória do Xingu onde recebeu atendimento médico e depois foi para Altamira. A partir de então ele foi dado como desaparecido até o início desta tarde quando foi encontrado.

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Nos destroços da embarcação começa o trabalho de perícia e investigação

PORTO DE MOZ – As buscas por desaparecidos no rio Xingu, após o naufrágio da embarcação “Capitão Ribeiro”, foram encerradas, conforme informou o secretário adjunto de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), André Cunha. O órgão informou na noite desta sexta-feira, 25, que o último sobrevivente foi encontrado, contabilizando 29 sobreviventes e 23 mortos.

Os corpos de duas crianças foram as últimas vítimas do naufrágio. Agora os trabalhos seguem para a etapa de rescaldo da operação e continuará o trabalho de investigação.

No início da tarde foi confirmado mais um sobrevivente, Israel da Silva Souza. Após o naufrágio, ele seguiu para Vitória do Xingu onde recebeu atendimento médico e depois foi para Altamira. A partir de então ele foi dado como desaparecido até o início desta tarde quando foi encontrado.

O último sobrevivente encontrado é Francisco Paiva, que foi resgatado por ribeirinhos e seguiu para o município de Uruará, onde foi localizado.

ESTATÍSTICA O acidente com a embarcação ‘Capitão Ribeiro’ serviu para aumentar as estatísticas e chamar a atenção para a necessidade de medidas mais rigorosas na proteção de passageiros e tripulações que utilizam este meio de transporte.

Segundo a Marinha do Brasil, de janeiro a agosto deste ano foram registrados 107 naufrágios, contra 95 casos no mesmo período de 2016, um crescimento de 12,63%.

O mais impressionante, de acordo com a Força Naval, é que 40 foram na Região Sudeste e, na maioria dos registros, com embarcações de pequeno porte. Isso porque no Norte do Brasil o transporte por navios, barcos e voadeiras é bem mais frequente. Se no Sudeste ocorreram mais naufrágios, na outra extremidade se contabiliza a maior estatística de mortes.

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde informa que, nos últimos 10 anos, ocorreram 1.289 mortes. Os estados do Norte foram responsáveis por 708 mortes, cerca de 55% do registro nacional. Somente no Pará (186) e no Amazonas (421), em uma década, 607 pessoas morreram em naufrágios. No Sudeste, segundo o ministério, no mesmo período, foram 185 mortes.

De acordo com as estatísticas, 72% dos casos ocorreram por imprudência, imperícia ou negligência.  Apesar do aumento de naufrágios nos primeiros oito meses de 2017, a Marinha informa que entre 2015 e 2016 os registros diminuíram. No ano passado, foram 898 contra 998 em 2015. Ao mesmo tempo, o número de embarcações inscritas cresceu gradativamente nos últimos três anos.

Em 2015, havia o registro de 832.717 embarcações. No ano passado, 859.852; e até 30 de junho deste ano, 877.692. Para as investigações administrativas, a Marinha conta com o Tribunal Marítimo e as punições vão da suspensão da habilitação, impedir que a embarcação continue em operação a penas em dinheiro. Já a parte criminal compete à Justiça comum.

CLANDESTINO O Comando do 4º Distrito Naval informou que os responsáveis pelo barco Capitão Ribeiro, cometeram ao menos duas irregularidades.

Na documentação que entregou às autoridades navais, ainda em Santarém, o responsável pelo barco informou que havia apenas dois passageiros a bordo. O número exato de pessoas que estavam na embarcação era 52. De acordo com o comando, os responsáveis tinham informado que viajariam apenas de Santarém a Prainha, um trajeto de cerca de 170 quilômetros.

No entanto, a embarcação acabou prosseguindo com destino a Vitória Xingu, a quase 500 quilômetros do local de partida, em desacordo com a ordem emitida pela Capitania dos Portos, válido até 20 de outubro. Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), a embarcação não estava legalizada e fazia o transporte de passageiros de forma clandestina. (Com informações da Secom e EBC)

 

 

 

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