Decretada prisão do PM que matou mulher e atingiu outras três pessoas


Os três juízes criminais de Santarém, Gabriel Veloso, Alexandre Rizzi e Rômulo Brito, decretaram a prisão do sargento PM Gildson dos Santos Soares, do GTO – Grupo Tático Operacional, que matou ontem a senhora Sônia da Silva Viana, 40 anos e feriu gravemente outras três pessoas, com sua pistola .40. Segundo as investigações preliminares, o policial teria praticado o homicídio de forma premeditada, por problemas pessoais com um dos ocupantes do veículo, relacionados com questões fundiárias, na ocupação do Juá, na rodovia Fernando Guilhon.

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O sargento Gildson, do GTO, agiu premeditado

Com a assinatura dos três juízes criminais de Santarém, Gabriel Veloso, Alexandre Rizzi e Rômulo Brito, foi decretada hoje, dia 29, a prisão do sargento PM Gildson dos Santos Soares, do GTO – Grupo Tático Operacional, que matou ontem à tarde a senhora Sônia da Silva Viana, 40 anos, e feriu dois adolescentes e um jovem que se encontravam em um carro no bairro do Santarenzinho, quando disparou doze tiros .

O pedido de prisão preventiva foi feito pelo delegado Dmitri Teles e obteve parecer favorável do Ministério Público, através da promotora Dully Sanae Otakara.

Segundo as investigações preliminares, o policial teria praticado o homicídio de forma premeditada, por problemas pessoais com um dos ocupantes do veículo, relacionados com questões fundiárias, na ocupação do Juá, na rodovia Fernando Guilhon.

O mandado de prisão já foi cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar.

O CASO Na tarde de ontem, o sargento Gildson estava em uma moto Bros nas cores azul e preta, quando disparou sua pistola .40 contra a senhora Sônia da Silva Viana, 40 anos, estava dentro de um carro modelo Gol em companhia de dois filhos e mais um casal. O carro foi alvejado com vários disparos na Rua Angelim, no bairro Santarenzinho.

Os dois filhos de Sônia – Glenda Cássia Viana Ferreira, 14 anos e Lucas Viana Ferreira, 17 anos, foram feridos à bala, bem como o condutor do veículo, identificado como Gabriel Ferreira dos Santos, que levou um tiro na cabeça. Eles estavam retornando da ocupação Vista Alegre do Juá, quando a moto se aproximou do carro e o condutor fez os disparos. O militar alegou ter disparado em legítima defesa.

O carro onde estavam as vítimas tem placa de Palmas (TO) e ficou com ao menos 5 perfurações nos vidros dianteiro e traseiro, e também na lataria.

Populares cercam o carro com as vítimas do sargento PM

Segundo testemunhas, o sargento Gildson foi visto na moto na ocupação Vista Alegre do Juá, pouco tempo antes do crime. Ela disse que a moto parou em frente ao seu terreno, o sargento ficou olhando para o local e a testemunha comentou com Sônia e seu marido Santos, mas eles não mostraram nenhuma preocupação com a presença do policial.

“Eu acho que eles não estavam preocupados com nada. Se não, teriam falado algo do tipo: ‘olha se verem uma moto assim, assado, me avisem. Quando eu vi a moto parada em frente do meu terreno um tempão, eu fiquei com medo. Desci até o local onde eles estavam limpando os terrenos deles e comentei. Eles disseram que devia ser alguém procurando terreno. Em nenhum momento eles se assustaram com nada. Então, eu acho que eles estavam inocentes nisso”, comentou a testemunha.

HOSPITAL As outras vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Santarém (HMS) que em nota informou sobre o estado clínico das vítimas. Glenda Cássia Viana Ferreira, 14 anos, foi baleada no braço esquerdo e na região do abdômen. A adolescente está na sala de reanimação e respira por suporte de oxigênio. Um cirurgião geral realizou uma drenagem na área do abdômen. O quadro clínico da paciente é delicado.

Lucas Douglas Viana Pereira, 17 anos, foi ferido na pelve. Gabriel Pereira dos Santos, 22 anos, foi ferido no crânio, tórax e região do cóccix. Os dois pacientes realizaram exame de imagem e foram avaliados pelo médico cirurgião. O quadro clínico dos jovens é estável até o momento.
ROTA DE COLISÃO O sargento Gildson Soares foi quem colocou em rota de colisão, em março deste ano, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) com a bancada da bala na Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) e a Polícia Militar do Pará.

 

 

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