‘Capitão Ribeiro’ viajava clandestino com ‘autorização’ da Capitania dos Portos do Pará

O maquinista e proprietário do barco Capitão Ribeiro, Alcimar Almeida da Silva, 41, assumiu, em depoimento à Polícia Civil, que a embarcação não tinha autorização para transportar passageiros entre Santarém e Vitória do Xingu. No entanto, ele narrou à polícia que conseguiu autorização da Capitania dos Portos para fazer o trajeto de Santarém até Prainha, segunda parada das cinco que a embarcação faz antes de chegar a Vitória do Xingu. Almeida diz que faz o trajeto há três anos com essa autorização parcial, em viagens semanais. Desde quando a Capitania dos Portos tem poderes para dar estas autorizações? Seu dever não é apenas de fiscalizar os serviços e as condições das embarcações?

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O barco clandestino para Arcon tinha autorização da Capitania dos Portos

PORTO DE MOZ – O maquinista e proprietário do barco Capitão Ribeiro, Alcimar Almeida da Silva, 41, assumiu, em depoimento à Polícia Civil, que a embarcação não tinha autorização para transportar passageiros entre Santarém e Vitória do Xingu.

A Arcon (Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Pará), que faz a gestão dos sistemas de transporte do Estado, informou que notificou a empresa Almeida e Ribeiro Navegação LTDA, a proprietária do barco, numa operação realizada no dia 5 de junho, mas ninguém compareceu à agência para regularizar a situação.

Em depoimento à polícia, Almeida, que estava no barco e sobreviveu, confirmou que foi procurado pela Arcon, mas afirmou que não poderia regularizar o barco “em razão da crise e por estar em fase de ‘experimentação’”.

Ele narrou à polícia que conseguiu autorização da Capitania dos Portos para fazer o trajeto de Santarém até Prainha, segunda parada das cinco que o navio faz antes de chegar a Vitória do Xingu. Almeida diz que faz o trajeto há três anos com essa autorização parcial, em viagens semanais, e que, se registrasse que iria a Vitória do Xingu, deveria ter mais dois tripulantes a bordo.

Ele afirmou que havia sete toneladas de carga, incluindo um carro Fiat Uno e duas motos, e que a embarcação suporta 56 toneladas. Como outros sobreviventes, Almeida narrou ainda que o barco afundou após uma ventania forte. A principal hipótese do governo é que o naufrágio tenha ocorrido após a formação de uma tromba d’água, espécie de tornado, que formou-se no rio Xingu, por onde passava a embarcação. (Com informações da FSP)

 

 

 

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Um comentário para “‘Capitão Ribeiro’ viajava clandestino com ‘autorização’ da Capitania dos Portos do Pará”

  1. Eliandro Martins disse:

    A marinha tem sim poder para não permitir que essas embarcações naveguem pelos nossos rios, isso acontece nos rios do Amazonas como já presenciei saindo de Parintins para Manaus. Barcos lotados e sem equipamentos de socorro e mesmo assim são liberados para viajarem.

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