O Front Econômico: Liames & Rasgos.

É sabido o acordo nuclear assinado em 2015, entre o Irã, os EUA, França, o Reino Unido, a Rússia, Alemanha e China limitando o então programa atômico de Teerã diante da promessa da retirada das sanções internacionais contra a república islâmica xiita. A questão é que Donald J. Trump chegou à conclusão que uma sensível leva de sanções, da parte dos Estados Unidos esboçou conivência quando do mandato de Barack Hussein Obama. Sendo assim, retirando-se do acordo de 2015, os dólares norte-americanos são descartados da economia iraniana, inclusive diante de transações financeiras ao redor do mundo. Entenda-se nisso seu carro-chefe para tal: o petróleo.

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Por Madson Luiz Moda*

Madson Luiz Moda

Ditames norte-americanos quanto ao combate de subsídios estrangeiros frente à produção do aço, e de seus derivados, demonstrou todo o seu poder, conforme os recentes acontecimentos envolvendo a Heineken e alguns de seus mais produtivos mercados.

Esta então empresa fabricante de cervejas, tais quais os modelos Lager, Tiger, Sol e Stronghow, relatou uma supressão de todas as suas margens de lucro para todo este resto do ano de 2018.

Em se tratando de uma cervejaria, de origem holandesa, afamada como a segunda maior em importância no mundo, mercados de influência sua, como Vietnã e México (mais especificamente) esboçam crescimento notadamente acelerado, a par de outros de suma importância, como Rússia e Camboja (na Ásia), Brasil (na América do Sul) ou mesmo, no continente africano, África do Sul, e, pasmem, Etiópia. Esta que foi palco de campanhas humanitárias envolvendo figuras do mundo pop norte-americano como Michael Jackson, Lionel Ritchie e Quincy Jones na década de 1980.

Os demais estranhamentos constroem-se conforme o rentismo estabelece um comportamento atávico, de liame mesmo, quando a dependência de volatilidade de um insumo caminha aos sabores do “sapateado” do dólar e do pretencioso topete de certas figuras. Ou seja, tendo o Vietnã como mercado de influência categórica para a Heineken, com margens de câmbios das mais altas, o comportamento de corte de lucros deu-se por conta de um impacto negativo destas margens junto a este país asiático; tendo-se em vista a realidade de aquisição e emprego de insumos neste setor produtivo ser marcada por esperados grandes custos. O insumo, básico no caso para as cervejas, é o alumínio; um derivado metálico abrangido no “angu” de elevação de tarifas de Donald J. Trump junto a setores produtivos específicos do comércio mundial. A grita maior na Heineken deu-se frente à Heineken Lager, reconhecida como a mais vendida na Europa dentre seus modelos holandeses.

Sob a paisagem germânica, a dependência cambial é até mais dolorosa; ao que se tenha o maior bem da Humanidade badalado pela sanha inclemente dos ganhos rentistas. Sendo co-fundada ainda na primeira metade do século XX, por Ernst Werner von Siemens, a Siemens Healthneers sentiu um baque categórico frente à variação cambial do dólar, quando demonstrou, de modo irretratavelmente lamentável, a queda de 10 por cento de seu lucro líquido.

A Índia consegue desafiar o esboço ideológico do imperialismo norte-americano.

Quando fundada na cidade alemã de Erlanger, recebendo sucessivos nomes como Siemens Healthcare, depois Siemens Medical Solutions e Siemens Medical Systems, além de ser controlada pela Siemens, a Healthneers (dentro da eletromedicina, considerada a maior fabricante mundial de equipamentos de imagens médicas do mundo) sentiu o que fosse a dependência de insumos de caráter tão basal, quanto quase que imperceptíveis, na tangência de seu dia-a-dia produtivo. Atrelar elementos naturais metálicos, como o alumínio (no caso da Heineken), a um ganho especulativo oscilante a um crédito em mercados internacionais, não deixa de afetar outras grandes denominações de grande nível (como a Siemens Healthneers), conforme sua irretratável singularidade frente tratamentos caros e custosos de saúde. È bom refletir nos indistintos brios de um mandatário, notadamente em deliberadamente afetar, de longa data, a eficiência de tratamentos a partir da produção alemã.

Adiantando-nos em termos de temáticas. Outro candente assunto, no contexto dos correntes dias, vem de uma relativa audácia, diante do insuscitado papel de xerife do mundo que setores categóricos da república yankee insiste em pungir ao redor do mundo; é isso desde William McKinley.

É sabido o acordo nuclear assinado em 2015, entre o Irã, os EUA, França, o Reino Unido, a Rússia, Alemanha e China limitando o então programa atômico de Teerã diante da promessa da retirada das sanções internacionais contra a república islâmica xiita. A questão é que Donald J. Trump chegou à conclusão que uma sensível leva de sanções, da parte dos Estados Unidos esboçou conivência quando do mandato de Barack Hussein Obama. Sendo assim, retirando-se do acordo de 2015, os dólares norte-americanos são descartados da economia iraniana, inclusive diante de transações financeiras ao redor do mundo. Entenda-se nisso seu carro-chefe para tal: o petróleo.

A questão é que, mediante toda esta inicial premissa, o comportamento quase que obediente da Índia, em afastar-se do óleo iraniano, deixou abalada a então relação com Teerã, sabendo-se do então reconhecimento do país de maioria hinduísta enquanto seu segundo maior cliente; depois dos chineses. Tal comportamento, expresso em dados numéricos, significou redução categórica de 12 por cento menos petróleo de Teerã em junho, comparado aos dados de maio. Porém, em termos rasgados de desobediência, a Índia não demonstrou qualquer ingenuidade frente eventuais vendas à república xiita, em se tratando de uma cabal alta de 50 por cento em tais transações em um espaço de tempo de um ano.

Tomado, frente os amantes do alpinismo, como o mais traiçoeiro pico das Américas, o monte McKinley atravessa os tempos sob o domo desta majestade. Porém a Índia consegue desafiar o esboço ideológico do imperialismo norte-americano, diante de alternativas cabais de comércio, que deixariam o cadáver de Arthur McKinley, enquanto prócer desta ideologia, torcer-se e retorcer-se no túmulo diante do que nós chamamos de maldita trairagem”

Faz tempo que eu não dou as caras, né?! Retorno com saudades, na medida em que mais exigido e não menos interessado, comprometido mormente com a vida. Peço-lhes paciência!

Louvado seja Deus!

Madson Luiz Moda, sociólogo filomata santareno.

 

 

 

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