O front econômico: contexto & adaptação.

Trata-se da maior instalação petroquímica do planeta. Um símbolo máximo, para tais indústrias, frente uma necessidade dos países que as detém em diversificar o ramo econômico para além da exportação categórica de petróleo bruto. O então palco do investimento, ao que parece, será em uma cidade portuária no Mar Vermelho, chamada Yanbu; com plena operação do empreendimento no ano de 2025. No que tange a esse citado contexto, como a Petrobras, hoje, é berlindada no mundo?! Conforme a Reuters: trata-se da empresa de energia, dentre tantas no mundo, que tem a maior dívida comparada a todas elas.

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Madson Luiz Moda*

Madson Luiz Moda

Quando a figura de Charles Robert Darwin, enquanto festejadíssimo naturalista inglês, lançou, ao lado de Henry Walter Bates, as bases de sua teoria da evolução das espécies, por meio de “A Origem das Espécies por meio da Seleção Natural” (comumente chamada “A Origem das Espécies”, de modo resumido), percebeu-se que o cerne de toda a então concepção girava em torno de um termo categórico: “adaptação”.

A Saudi Arabian Oil Company, gigante do petróleo mais conhecida como Saudi Aramco (enquanto sigla), em sociedade com a Saudi Basic Industries (SABIC, enquanto sigla de outro grupo saudita) mostraram, a nível de mercado de fornecimento de energia, energia essa a partir da commodity mais valiosa na atualidade a respeito, que é o petróleo, uma tamanha identidade com esta virtude da Teoria Darwiniana, no que tange a estratégias de sobrevivência, adaptando-se frente o atual estado do fornecimento de petróleo, ainda que isso custe um típico investimento de vinte bilhões de dólares.

Tanto dinheiro para quê, afinal?! Trata-se da maior instalação petroquímica do planeta. Um símbolo máximo, para tais indústrias, frente uma necessidade dos países que as detém em diversificar o ramo econômico para além da exportação categórica de petróleo bruto.

Logo o novo toque de caixa adaptativo para o reino saudita torna-se o de medrar a indústria de manufatura (incluindo produtos petroquímicos), conforme seus especialistas podem confirmar a desaceleração do investimento privado nos últimos anos, quanto aos constantes baixos preços da extração petrolífera; e  políticas de austeridade, na área, fortemente implementadas em épocas recentes.

O então palco do investimento, ao que parece, será em uma cidade portuária no Mar Vermelho, chamada Yanbu; com plena operação do empreendimento no ano de 2025.

Trata-se da maior instalação petroquímica do planeta.

Nosso continente (tomado por muitos enquanto subcontinente) sul-americano dá também seus préstimos, no que concerne a saber visualizar diante do mercado petrolífero, qual melhor contexto que nossa indústria estratégica pode assumir a respeito; haja vista tamanha tristeza que afetaria os brios de uma empresa brasileira de qualquer envergadura: dívidas.

No que tange a esse citado contexto, como a Petrobras, hoje, é berlindada no mundo?! Conforme a Reuters: trata-se da empresa de energia, dentre tantas no mundo, que tem a maior dívida comparada a todas elas.

Que lhes compete então?! Adaptar-se. Nisso a “thurminha” do Evo Morales, na Venezuela, já tem as manguinhas de fora para tal. A então empresa boliviana YBPF, festejada como fornecedora de longa data ao Brasil, ao perceber a diminuição, em mais de 50 por cento, de suas reservas, ao longo da última década, nos tempos atuais tem todas as chances de adquirir ativos, vendidos pela Petrobrás, como oleodutos de transporte de gás natural, enquanto melhor adaptação de nossa petrolífera diante de um contexto funesto de calote que bem a massacra; inclusive a nível de status.

A própria YBPF carregava dúvidas quanto sua capacidade de intensificar o suprimento que forneceria ao nosso país; no entanto, conforme a mesma aproveite o intuito de a Petrobras limitar suas operações de gás natural (a nível de transporte), existe uma forte expectativa quanto a 45 milhões de metros cúbicos serem fornecidos por dia ao Brasil.

Para o nosso caso a adaptação foi como de uma prótese hipersensível, atuando para bem além dos limites do corpo, considerando uma competência impactante. No caso saudita, a então adaptação vai agora no sentido de trazer o peixe temperado a gosto; muito além de, com toda a paciência do mundo, apenas pescá-lo.

* Madson Luiz Moda, sociólogo filomata santareno e membro cofundador do SINSOP (Sindicato dos Sociólogos do Oeste do Pará).

 

 

 

 

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