Juízes acatam denúncia e sargento PM do Tático vira réu por seis crimes

O PM alegou ter sido ameaçado pelos ocupantes do veículo, mas as investigações do delegado Dmitri Teles indicaram que ele teria praticado o homicídio de forma premeditada, por questões pessoais com um dos passageiros, relacionadas com conflitos fundiários em uma ocupação da cidade, em frente ao residencial Salvação, na rodovia Fernando Guilhon. Gildson confessou ter efetuado 12 disparos de arma de fogo no veículo onde se encontrava Sônia da Silva Viana, 40 anos, que morreu na hora. Além disso, 2 adolescentes e 1 jovem que se encontravam no mesmo carro saíram feridos.

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Sargento PM Gildson, matança premeditada

O sargento PM Gildson dos Santos Soares, do GTO (Grupo Tático Operacional) em Santarém, acusado de matar uma mulher e ferir outras 3 pessoas no final de junho passado, tornou-se réu, a partir de denúncia apresentada pelo Ministério Público do Pará, através dos pelos promotores Dully Sanae Otakara e Luciano Augusto Costa.

A denúncia foi recebida ontem, 11, pelos 3 juízes criminais que haviam decretado a prisão do sargento um dia após o crime.

Eles fizeram uso da lei sancionada pela presidente Dilma Roussef há 5 anos que permite a adoção de um grupo de juízes em julgamentos de crimes praticados por organização criminosa, os chamados “juízes sem rosto”.

Neste caso, atuam Alexandre Rizzi, Rômulo Brito e Gabriel Veloso, das 1ª, 2ª e 3ª varas criminais.

Eles receberam a denúncia do Ministério Público imputando 6 crimes ao policial:

— homicídio qualificado e
— 5 tentativas de homicídio qualificado.

INSTRUÇÃO E JULGAMENTO

Os juízes, após receber a Denúncia, indeferiram o pedido de revogação da prisão preventiva do réu, e designaram audiência de instrução e julgamento para o dia 29 de agosto deste ano, às 9h, dando tempo de ser efetivada a citação do militar para a apresentação de defesa preliminar e intimação das testemunhas.

O sargento participará da audiência através de videoconferência, já que está no presídio Anastácio das Neves, em Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém.

Gildson confessou ter efetuado 12 disparos de arma de fogo no veículo onde se encontrava Sônia da Silva Viana, 40 anos, que morreu na hora. Além disso, 2 adolescentes e 1 jovem que se encontravam no mesmo carro saíram feridos.

O crime ocorreu no bairro do Santarenzinho, periferia de Santarém.

O PM alegou ter sido ameaçado pelos ocupantes do veículo, mas as investigações do delegado Dmitri Teles indicaram que ele teria praticado o homicídio de forma premeditada, por questões pessoais com um dos passageiros, relacionadas com conflitos fundiários em uma ocupação da cidade, em frente ao residencial Salvação, na rodovia Fernando Guilhon. (Com informações do Fórum de Santarém)

 

 

 

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