Eliane Cantanhêde: Escândalo expõe funcionário honesto e exemplar

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O escândalo do Ministério da Agricultura expôs não apenas suspeitos de cometerem irregularidades na pasta. Em meio à crise, apresentou uma figura que merece respeito e atenção, diz a colunista da Folha Eliane Cantanhêde.

O principal personagem da trama é Israel Leonardo Batista, que não aceitou propina de lobista, deu entrevista contando os esquemas e depôs na Polícia Federal descrevendo como a Agricultura estava “corrompida” na era Rossi.

Israel chefiava a comissão de licitação da pasta, que define o destino de bilhões de reais, mas tem salário de R$ 2.000, anda num carro de 2004, batido, e mora em Samambaia, um dos bairros mais pobres e poeirentos do Distrito Federal.

“Mas é ele, assim do seu jeito, que está fazendo o esquema todo balançar e as peças começarem a cair”, diz Cantanhêde.

Segundo a colunista, surge um novo Eriberto, o motorista do caso Collor, ou um novo Francenildo, o caseiro da primeira queda de Antonio Palocci.

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