O calor de Manaus, o “ladrão” e o time inglês

Quando os ingleses vieram para a Amazônia roubar sementes de borracha das redondezas de Santarém, carregar madeira, construir prédios públicos em Manaus, construir trilhos em Belém e explorar o transporte fluvial, a região era um refresco! Agora, em 2014, vêm os ingleses jogar bola em Manaus e se queixam do calor. Com certeza estão à procura de uma desculpa para os 24 anos de jejum em Copas do Mundo e ocupando atualmente o lugar de seleção mais desacreditada dentro de seu próprio país.

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Wickham roubou sementes de seringueira da Amazônia. Naquele tempo, não havia calor...

Por Manuel Dutra

BELÉM - Quando os ingleses vieram para a Amazônia roubar sementes de borracha das redondezas de Santarém, carregar madeira, construir prédios públicos em Manaus, construir trilhos em Belém e explorar o transporte fluvial, a região era um refresco! Igualmente como não se queixavam os ingleses que vagavam pelo Grão-Pará nos anos da Independência e da Cabanagem. Como se vê, eles andam por aqui há séculos.

Antes de 1876, quando o biopirata  Henry Wickham – aquele que contrabandeou 70 mil sementes de seringueiras para replantá-las na Ásia e com isso levando a produção amazônica à bancarrota – esteve em Belém e Santarém, outro “Sir”, Henry Bates, que permaneceu no Brasil durante onze anos, enviou para a Inglaterra quase 15 mil espécies naturais, a maior parte insetos para pesquisa.
Pois bem, no meado do século 19, ao escrever o relato de sua longa viagem, intitulado Um naturalista no Rio Amazonas, Bates se refere, em certo momento, ao clima do interior da Amazônia, mais precisamente de Santarém, onde morou por algum tempo. Diz ele que, naquele lugar, existe um “glorious weather”, ou seja, um clima glorioso.

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Agora, em 2014, vêm os ingleses jogar bola em Manaus e se queixam do calor. Com certeza estão à procura de uma desculpa para os 24 anos de jejum em Copas do Mundo e ocupando atualmente o lugar de seleção mais desacreditada dentro de seu próprio país.

Como se percebe, o mundo amazônico é quente ou refrescado conforme as conveniências de quem chega ou sai. Especialmente ladrões de recursos naturais de ontem e de hoje ou jogadores pernas-de-pau. Inventem outra, ingleses, essa não pega. Digam isso pra rainha….

 

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Um comentário para “O calor de Manaus, o “ladrão” e o time inglês”

  1. valeu amigos de santarém, pelos comentários a respeito dos ingleses. aqui no norte tem que suar pra poder alcançar o que esses ingleses queriam que era a vitoria.

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