Busca dos mastros abre festa do Çairé 2017

Moradores da vila, turistas e os organizadores do Çairé saíram em procissão da orla até a Cabeceira do Mucaem. Chegando ao local, homens e mulheres dividiram-se para buscar os mastros e levá-los ao destino. A procissão fluvial conta com a participação das famosas catraias, que são enfeitadas com bandeirolas, com as cores da festa, e pequenas embarcações. Durante o cortejo religioso, um capitão comanda a caminhada como se todos estivessem a bordo de uma arca. Cânticos e ladainhas são ouvidos desde a saída até a chegada na praia do Cajueiro.

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A tradição que resiste ao tempo e modernidade, a festa do Çairé tem mais de 300 anos de tradição e cultura do povo Borari

SANTARÉM – Uma tradição que resiste ao tempo e à modernidade. Em mais de 300 anos é assim: o Çairé, festa realizada na vila balneária de Alter-do-Chão, a 30 km de Santarém, na região oeste do Pará, inicia com a busca de dois mastros.

Logo cedo, na alvorada, com intensa queima de fogos. Em seguida, o tradicional café da manhã e todos partem em direção a outra ponta do Lago Verde, em procissão fluvial, tendo à frente os personagens da festa: a saraipora, que conduz o arco do Çairé; o capitão, rufadores, mordomos, mordomas, juizes, rezadeiras e foliões. O objetivo principal é trazer os dois troncos que ficarão guardados na Praia da Gurita até a abertura oficial do evento, marcada para quinta-feira, 21.

Moradores da vila, turistas e os organizadores do Çairé saíram em procissão da orla até a Cabeceira do Mucaem. Chegando ao local, homens e mulheres dividiram-se para buscar os mastros e levá-los ao destino. A procissão fluvial conta com a participação das famosas catraias, que são enfeitadas com bandeirolas, com as cores da festa, e pequenas embarcações. Durante o cortejo religioso, um capitão comanda a caminhada como se todos estivessem a bordo de uma arca. Cânticos e ladainhas são ouvidos desde a saída até a chegada na praia do Cajueiro.

Durante o trajeto, turistas misturam-se ao povo de Alter-do-Chão e acabam ficando ainda mais fascinados com todo o ritual e simbolismo que envolve o Çairé. Foi o que aconteceu com a finlandesa Kyllikki Sikanen, de 24 anos. Realizando intercâmbio em países sul-americanos, ela aportou em Alter-do-Chão há um mês e parece ter se encantado pelas belezas e pela cultura local.

“É uma cultura única. Este ritual celebra toda a religiosidade e a fé de um povo. É muito forte. Estou encantada com essa festa”, disse.

ABERTURA O presidente da Comissão Organizadora do Çairé, professor Cleuton Sardinha, reiterou que Alter-do-Chão está pronta para viver intensamente a festa mais uma vez. “Antes da abertura oficial temos que ter esse contato inicial. Essa é uma preparação para cinco dias intensos de Çairé e graças a Deus foi tudo realizado perfeitamente. Os mastros já estão à espera da comunidade, dos turistas e de todos que vão vir a Alter-do-Chão a partir de quinta-feira para darmos início a mais um Çairé”, ressaltou.

Até a quinta-feira, quando é realizada a abertura oficial do evento, os mastros ficam na Praia da Gurita, conhecida também como Praia do Cajueiro. Pela manhã, homens e mulheres seguem em procissão, partindo da Praça do Çairé em direção à praia para carregá-los e levá-los novamente em procissão para, finalmente, erguê-los e abrir oficialmente a festa.

Após a abertura, a programação ainda inclui diversas atrações, com shows de artistas regionais e a tradicional disputa dos Botos Tucuxi e Cor de Rosa, no sábado à noite. A festa encerra na segunda-feira, 25. (Secom)

 

 

 

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