SANTARÉM, 355 ANOS – Mar azul de água doce, turismo e belezas de uma cidade invejável

Neste dia 22, em que completa 355 anos, Santarém, a Pérola do Tapajós, mostra que os anos ajudaram a moldar um roteiro turístico incrível numa das mais antigas cidades da Amazônia. Comunidades tradicionais, rios e matas exuberantes; diversidade de peixe, pássaros e frutas; artesanato de grande inspiração, história e cultura formam o patrimônio turístico da região. Santarém é o tipo do destino que alimenta o ciclo virtuoso do turismo. Essa vocação pode ser conferida em uma visita às comunidades tradicionais que se espalham por unidades de conservação vizinhas à cidade.

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Casarões antigos na Praça do Pescador

SANTARÉM – Neste dia 22, em que completa 355 anos, Santarém, a Pérola do Tapajós, mostra que os anos ajudaram a moldar um roteiro turístico incrível numa das mais antigas cidades da Amazônia.

Comunidades tradicionais, rios e matas exuberantes; diversidade de peixe, pássaros e frutas; artesanato de grande inspiração, história e cultura formam o patrimônio turístico da região.

Da beira do cais, concorrido local para se ver o pôr do sol, é possível apreciar o encontro das águas barrentas do rio Amazonas com as azuis do Tapajós que nunca se misturam.

Em um tour cultural, a cidade oferece opções como o museu Dica Frazão, com suas vestimentas e objetos feitos a partir de materiais da floresta, e o Centro Cultural João Fona, um prédio de 1868, que guarda cerâmicas arqueológicas, resquícios das populações indígenas que habitaram a região.

As praias são também um forte atrativo da região de Santarém com destaque para o povoado de Alter do Chão, conhecido como o Caribe Brasileiro, por suas areias brancas e águas azul-turquesa. Em setembro, o turismo se converte na atividade que mais aquece a economia do município, que recebe visitantes de diversas partes do mundo atraídos principalmente pela fama conquistada pela praia de Alter do Chão, conhecida como ‘Caribe brasileiro’.

A beleza da praia de Alter do Chão

Nesse mês, a vila balneária é palco da Festa do Sairé, uma manifestação folclórica que já tem quase 300 anos e une rituais sagrados e profanos, marcados pela tradicional disputa dos botos Tucuxi e Cor de Rosa.

Pertinho dali, a praia de Ponta de Pedras, com estrutura de restaurantes, é outro lugar que merece citação. Para conhecer um pouco dos mais de 100 quilômetros de praias do rio Tapajós é só marcar a visitação para o período menos chuvoso (agosto a janeiro), porque no “inverno” muitas delas ficam submersas.
Santarém é o tipo do destino que alimenta o ciclo virtuoso do turismo. Essa vocação pode ser conferida em uma visita às comunidades tradicionais que se espalham por unidades de conservação vizinhas à cidade. É o melhor jeito de conhecer o modo de vida do ribeirinho amazônico, andar em trilhas pelo meio da floresta e apreciar a comida à base de peixe, num local farto de rios que mais parecem o mar, como o Amazonas e o Tapajós.

Na Floresta Nacional do Tapajós, por exemplo, a comunidade Maguari, com cerca de 380 habitantes, administra pousada e fabrica artesanato a partir do látex, extraído ali mesmo e que se transforma em sandálias e bolsas, já exportadas até para a Europa.

Praia no rio Arapiuns

Além disso, extraem da mata ervas e óleos (copaíba, andiroba) que se transformam em anti-inflamatórios, repelentes e fluidos para massagens. Uma produção artesanal que gera trabalho e renda na localidade.

Se embrenhando pelo Rio Tapajós e afluentes, como o Arapiuns, se chega às comunidades de Anã e Urucureá. Na primeira, uma hospedaria, construída com apoio do Ministério do Turismo, é o ponto de convergência de projetos de produção associada ao turismo.

O peixe, criado em tanques e que serviu de motivação para a implantação de uma fábrica de ração; as galinhas dos quintais de moradores, o mel das abelhas sem ferrão, alimentam o turista que chega ao vilarejo para vivenciar os povos da floresta.

Já Urucureá oferece ao Brasil e ao mundo uma cestaria colorida e sofisticada, produzida por um grupo de mulheres organizadas na cooperativa Turiarte. Elas vão a campo buscar a palha de tucumã, palmeira nativa da Amazônia, e as plantas que dão um colorido vivo às mandalas, bolsas, cestos e objetos de decoração.

Todo esse processo de produção virou atrativo turístico junto com a beleza cênica do trajeto que leva à comunidade, principalmente pela beleza ímpar do rio e da bela gente que o habita a séculos.

 

 

 

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