SANTARÉM, 355 ANOS – EDITORIAL

São 355 anos de história. É tempo bastante para amalgamar no sentimento de um povo o amor pela terra que o abriga e, sobretudo, a coragem para enfrentar os obstáculos que vêm pela frente. Santarém viveu ao longo desse tempo inúmeras e sentidas mudanças, absorvendo a contribuição cultural de gente oriunda de outras regiões do País e até do exterior. A cara de Santarém mudou, ou melhor, descaracterizou-se. As construções perderam o estilo, o meio ambiente degradou-se, bairros surgiram por força de invasões e, nessas circunstâncias, todas as dificuldades sociais foram potencializadas. É necessário, dessa maneira, repensá-la. Aproveitar a data de hoje para refletir acerca de soluções que tornem mais fácil, mais justa e mais feliz a vida de nossa gente.

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Santarém, a Pérola do Tapajós, comemora hoje 355 anos de sua fundação

Os novos desafios de Santarém

São 355 anos de história. É tempo bastante para amalgamar no sentimento de um povo o amor pela terra que o abriga e, sobretudo, a coragem para enfrentar os obstáculos que vêm pela frente. Santarém viveu ao longo desse tempo inúmeras e sentidas mudanças, absorvendo a contribuição cultural de gente oriunda de outras regiões do País e até do exterior.

Teve fases de desenvolvimento, mas viveu principalmente dos ilusórios ciclos da borracha, ouro, madeira, quando experimentou momentos amargos logo após esses períodos e traz, como cicatriz irremovível, a marca do sangue derramado por aqueles que sempre lutaram por decantar suas belezas, defender suas entranhas, vivenciar a sua hospitalidade.

Nada, todavia, nem mesmo o desmazelo com que alguns administradores a trataram, foi capaz de arrefecer os ânimos de seus cidadãos e amigos, que aqui têm dedicado seus melhores dias e feito seus maiores investimentos, numa prova cabal de aliança com o futuro.

Os problemas de hoje, à toda evidência, são enormes. A cidade cresceu, de uma simples aldeia chegou à futura capital do Tapajós. Mas cresceu de forma desordenada. Não soube, muitas vezes, aproveitar as chances oferecidas pelo destino para sedimentar um real conceito de cidadania.

A cara de Santarém mudou, ou melhor, descaracterizou-se. As construções perderam o estilo, o meio ambiente degradou-se, bairros surgiram por força de invasões e, nessas circunstâncias, todas as dificuldades sociais foram potencializadas. Não bastasse tanto descaso, seus habitantes ainda têm que lutar juntos contra os que insistem em enriquecer com os recursos que deveriam ser destinados para a melhoria de vida de sua população, ou contra os que aqui chegam nos tachando de ‘preguiçosos’, ‘índios’ e dizendo que estão trazendo o desenvolvimento.

É necessário, dessa maneira, repensá-la. Aproveitar a data de hoje para refletir acerca de soluções que tornem mais fácil, mais justa e mais feliz a vida de nossa gente.

É oportuno, assim, estudar a história local, a fim de colher sábias lições, aprender com o passado e verificar que os santarenos já fizeram belas obras, protagonizaram grandes episódios e enfrentaram toda sorte de desafios.

A GAZETA DE SANTARÉM, que há 27 anos vem ajudando a contar a história de Santarém e da região, sente-se gratificada em continuar na luta em defesa desta terra. Mais do que isso, espera continuar contribuindo para que os verdadeiros homens públicos e a sociedade, como um todo, reassumam o compromisso de transformá-la num lugar melhor de se viver.

 

 

 

 

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Um comentário para “SANTARÉM, 355 ANOS – EDITORIAL”

  1. jorginho disse:

    P A R A B E N S TERRINHA!!!! saudades dos bons tempos…

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