Lançada a Campanha da Fraternidade

Em todo o país a campanha foi lançada, na Quarta-feira de Cinzas, data em que a Igreja Católica dá início ao tempo litúrgico da Quaresma. Nesse tempo, práticas com oração, jejum e ajuda aos mais necessitados são incentivadas como sinais de arrependimento e confissão por parte dos fieis.

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Dom Flávio celebrou a missa de lançamento da Campanha da Fraternidade

SANTARÉM – A Diocese de Santarém fez o lançamento oficial ontem, dia 15, da Campanha da Fraternidade 2013. Com o tema ‘Fraternidade e Juventude’ a campanha promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem como lema ‘Eis-me aqui, envia-me’.

Em todo o país a campanha foi lançada, na Quarta-feira de Cinzas, data em que a Igreja Católica dá início ao tempo litúrgico da Quaresma. Nesse tempo, práticas com oração, jejum e ajuda aos mais necessitados são incentivadas como sinais de arrependimento e confissão por parte dos fieis.

São 40 dias até o Domingo de Ramos quando se inicia a Semana Santa e a preparação mais intensa para a celebração da Páscoa, ou seja, da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Outro cisma na Igreja Católica?

BRASÍLIA – Muitos jornalistas falavam do papa, mas só o alemão Andreas Englisch disse em preto no branco que o papa se demitiria. Foi há quase um ano, em abril de 2012. Ele o argumentou com firmeza e uma sólida lógica. O que diz hoje Englisch, entrevistado em uma longa série de meios de comunicação? Prevê a confusão no Vaticano. A pior hipótese seria um cisma, diz ele.

A questão é: o que será de Ratzinger depois de deixar o papado? “Exatamente porque isso não ficava nada claro, sempre se tentou evitar essa situação”, indica Englisch, referindo-se à renúncia papal. O que acontecerá com o anel do papa? O anel como símbolo de um poder e uma missão. “Quando um pontífice morre, ele sempre foi destruído. Não imagino que Ratzinger vá devolver seu anel”, diz. O papa cessante não terá cargo, “mas não deixará de ser papa”, diz Englisch em uma entrevista ao portal digital do semanário “Der Spiegel”.

O jornalista de 50 anos, dez como correspondente em Roma do grupo Springer, aventura uma possibilidade hipotética de diferenças entre Ratzinger e seu sucessor. O que aconteceria se o sucessor disser que a homossexualidade não é mais pecado e o aposentado Ratzinger o questionar? “O pior seria a cisão de uma parte da Igreja”, salienta. É difícil imaginar alguém, que por definição deve ser um exemplo de responsabilidade, fazendo oposição a seu sucessor depois de ter abandonado o cargo voluntariamente, mas aí está a hipótese.

Englisch previu no ano passado “um grande acontecimento” no papado de Ratzinger. “Será algo que manterá a Igreja ocupada por vários séculos: creio que este papa será o segundo na história da Igreja a renunciar”, disse (e foi o segundo dos últimos seis séculos).

Agora Englisch não duvida da razão alegada por Bento 16 para abdicar, mas, como outros, também aponta a sobrecarga e a decepção. O jornalista define Ratzinger como “um dos papas mais isolados da história”. Não se dava bem com a Cúria Romana, sentia-se “dirigido por seus colaboradores”, atacado pelos cardeais, enganado por seu ajudante de câmara que lhe roubava documentos. E por cima os bispos alemães.

“Não se sentia querido pelos cardeais alemães nem pela Conferência Episcopal alemã”, diz Englisch. Seu secretário de Estado, Tarcisio Bertone, lhe era cada vez mais hostil. “No Vaticano há poucos que ele conheça e em quem confie”, explica.

Englisch, que chegou a Roma com uma imagem muito crítica de João Paulo 2º e acabou se transformando em admirador do papa polonês, critica Ratzinger por sua posição no caso do bispo negacionista do Holocausto judeu, Richard Williamson. Esperava que ele reconhecesse a grande dívida da Igreja e seu fracasso durante a Segunda Guerra Mundial. Em vez disso, o papa alemão reabilitou o negacionista, diz o jornalista, autor de vários livros sobre João Paulo 2º e de uma biografia de Bento 16.

E o futuro? Em curto prazo a questão é se os italianos darão um jeito de recuperar o papado. Sua aposta é que não. Haverá “uma guerra”, diz ele, “uma luta de poder entre os italianos, com seus aliados do resto da Europa, e o resto do mundo”. (Uol)

 

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