A explosão da epidemia de dengue na cidade

Como se trata de uma doença endêmica, o maior número de notificações da doença se dá nos seis primeiros meses do ano, justamente o período de chuvas, de janeiro a junho. Para se ter uma ideia da gravidade da situação da dengue na cidade, em todo o ano de 2012, foram confirmados em Santarém somente 480 casos da doença.

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João Alberto Coelho, de mãos dadas com a dengue

SANTARÉM – Os números mostram como ocorreu a explosão dos casos de dengue na cidade. Veja o quadro de acompanhamento da Sespa e o gráfico ilustrativo da evolução da doença, em Santarém, de janeiro até agora.

Os dados são oficiais e didáticos e parecem terem sidos desprezados completamente pela Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa), que cuida do controle da doença.

Em janeiro Santarém tinha apenas 26 notificações e 10 confirmações da doença. Em fevereiro, os números subiram para 139 notificações e 64 confirmações. Um aumento de quase 440% nas notificações e 540% no número de confirmações.

No primeiro boletim de março os números atingiram 223 notificações e 91 casos confirmados, um novo aumento agora de mais 70% nas notificações e 45%, respectivamente.

Em março o sinal vermelho da epidemia acendeu e em apenas 15 dias, novos dados da Sespa novamente mostraram aumentos, no número de notificações de 150% e de casos na ordem de 130%. Ou seja, de janeiro a março houve uma explosão de notificações de 26 para 568 e de casos que passaram de 10 para 207. Aumentos de mais de 2.000% nas notificações e no número de casos confirmados. Uma epidemia da doença e que não quer ser observada pelas autoridades.

Ainda no mês de março, o diretor da Divisão de Vigilância Sanitária, João Alberto Coêlho, chegou a divulgar em alguns veículos de comunicação que o número de casos de dengue estavam diminuído. Uma mentira deslavada e cínica, desmentida pela divulgação do boletim de controle da doença da Sespa, revelando o descaso para com a saúde pública e a tentativa de enganar a população, em vez de alertar para o perigo da situação.

Em abril, veio a explosão da epidemia. Os casos notificados somaram 1.162 e os confirmados 467. Para se ter uma ideia da gravidade da situação da dengue na cidade, em todo o ano de 2012, foram confirmados em Santarém somente 480 casos da doença. Número que praticamente está sendo superado apenas nos três primeiros meses do ano. Como se trata de uma doença endêmica, o maior número de notificações da doença se dá nos seis primeiros meses do ano, justamente o período de chuvas, de janeiro a junho.

NO ESTADO Até o momento, foram notificados 15.154 casos suspeitos de dengue, dos quais 6.464 foram confirmados, com a seguinte classificação: 6.434 de dengue clássica, 20 de dengue com complicação, cinco de febre hemorrágica da dengue e cinco de síndrome do choque da dengue.

Comparado ao mesmo período de 2012, quando 10.891 casos foram confirmados, houve uma redução significativa. Dados divulgados pela Coordenação do Programa Estadual de Controle de Dengue indicam que os municípios com maior número de notificações são Santarém (2.358 casos), Belém (1.156), Parauapebas (749), Marabá (530), Medicilândia (479), Rurópolis (434), Ananindeua (422), Altamira (407), Oriximiná (399) e Itaituba (333). A maioria dos casos confirmados está em Santarém (851), Parauapebas (498), Oriximiná (373), Belém (332) e Altamira (217).

 

 

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